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domingo, 10 de março de 2013

Crítico de Chávez, Slavoj Zizek fala sobre a morte dele: "não é o momento de sermos críticos agora com ele"




O esloveno Slavoj Zizek já declarou em entrevistas que o governo de Hugo Chávez apresentava o dinheiro como solução para qualquer problema e já criticou o que considerava os equívocos da política externa do presidente venezuelano, como seu alinhamento ao Irã de Ahmadinejad e a Belarus de Alexander Lukashenko. Já se referiu à experiência de Evo Morales à frente da Bolívia como mais popular e efetiva do que a "revolução bolivariana" chavista. Pretendia levar esse tom mais crítico também à palestra que ministrou nesta terça-feira na Câmara de Vereadores, sobre Hegel e Marx. Ao saber, em plena coletiva de imprensa anterior à conferência, que Chávez havia morrido, Zizek fez um comentário que antecipava uma mudança de direção.

– Não é o momento de sermos críticos agora com ele – disse ele.

Ao assumir seu lugar na mesa da Câmara, de onde discursaria para o plenário, Zizek primeiro pediu desculpas à plateia por estar falando no "idioma do imperialismo", o inglês, mas se referiu à experiência como libertadora porque falar em uma língua outra que não a nativa fornecia um bem-vindo distanciamento ao que queria dizer. Depois, admitiu que a morte de Chávez levantava uma nova necessidade em sua fala

– As limitações de Chávez foram as limitações do momento presente, mas é preciso deixar bem claro que ele era um de nós – disse.

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/mundo/noticia/2013/03/critico-de-chavez-slavoj-zizek-fala-sobre-a-morte-dele-nao-e-o-momento-de-sermos-criticos-agora-com-ele-4064995.html