quinta-feira, 21 de julho de 2011

Slavoj Zizek, um sujeito incômodo

"Em que espécie de mundo estamos quando Hollywood precisa retirar o sexo dos filmes?", pergunta Slavoj Zizek, ao comentar a súbita frigidez de James Bond no último episódio da saga, "Quantum of Solace" , um sinal da "economia do medo" que, segundo ele, rege as relações humanas contemporâneas.
Provocador nato e defensor ousado de uma nova encarnação do comunismo, Zizek vem ao Brasil nesta semana para divulgar seus últimos livros lançados no país: "Em Defesa das Causas Perdidas" e "Primeiro como Tragédia, Depois como Farsa". Em São Paulo, no dia 21, participa do Projeto Revoluções (inscrições em revolucoes.org.br), organizado pela editora Boitempo. No dia 24, fala no Cine Odeon, no Rio, para as mais de 2.000 pessoas que se inscreveram para vê-lo.
Em entrevista à Folha, por telefone, ele apontou sua metralhadora teórica na direção de assuntos como levantes populares, bullying e falsa liberdade.
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Folha - No livro "Em Defesa das Causas Perdidas", o sr. defende a "hipótese comunista", uma alternativa ao capitalismo, e fala em ditadura do proletariado. Essa terminologia não gera resistência?
Slavoj Zizek - Quero deixar claro que o comunismo do século 20 está morto e que não sou um ingênuo que acredita num grande retorno do Partido Comunista. O stalinismo foi a materialização do horror. Defendo o uso desses termos porque qualquer conservador moderno de direita sai por aí dizendo que precisamos de mais solidariedade.Por outro lado, são termos que se referem à memória coletiva da humanidade e remetem a momentos em que existiram explosões populares igualitárias verdadeiras. Não se trata de repetir o modelo fracassado, mas de preservar o momento em que foi possível ter a liberdade de pensar e agir segundo a ideia de que o capitalismo não é um fato dado.
Joao Wainer/Folhapress
O filósofo esloveno Slavoj Zizek durante visita à Folha, em 2003
O filósofo esloveno Slavoj Zizek durante visita à Folha, em 2003
Um de seus argumentos para defender o comunismo é a questão da propriedade intelectual. Por que diz que o conceito de conhecimento é comunista?
O conhecimento é naturalmente comunista, o que quer dizer que já inclui a ideia de algo feito para ser compartilhado. E isso não pode ser transformado numa "commodity" de mercado. Vamos pensar em apenas dois exemplos importantes: a propriedade do patrimônio biogenético e ecológico, incluindo aí todas as recentes descobertas científicas, o genoma etc.Estamos falando do controle privado da nossa substância genética e do ambiente em que vivemos. O conhecimento é nossa substância simbólica e pertence a todos, não pode ser de grupos privados. Outro dia, um grupo de estudantes me pediu originais de um livro meu para "pirateá-lo" entre os colegas. Atendi imediatamente.

Em "Primeiro como Tragédia, Depois como Farsa", o sr. fala que a crise de 2008 foi um embuste que revelou novas formas de colonialismo. Que formas são essas?
A crise de 2008 foi uma farsa no sentido de que foi um reflexo esperado das medidas tomadas nos EUA em 2001 --redirecionar o foco das empresas de internet que estavam falindo para o mercado imobiliário. É claro que a bomba estourou, mas a novidade é que essa crise planejada afetou os países muito seletivamente.
O Brasil passou bem pela crise...
Lula entendeu algo muito importante, que a esmagadora maioria da esquerda mundial não entende: o capitalismo de hoje não é um sistema hegemônico. Está cheio de inconsistências e divisões internas. A crise de 2008 foi uma crise do capitalismo global, mas, ao mesmo tempo, nos mostrou que estamos entrando numa era multicêntrica. Antes, se as economias norte-americana e dos principais países europeus iam bem, tudo ia bem. Agora, as coisas mudaram.Isso pode ser bom por um lado, pois podemos pensar que o imperialismo norte-americano não é mais tão poderoso. Mas também traz um novo perigo: já podemos falar da emergência do colonialismo econômico chinês. A China patrocina governos corruptos locais para poder explorar recursos minerais, por exemplo, e manter seu lugar de destaque no mercado.
Aqui, queria fazer um parêntese e uma crítica a Lula. Talvez para mostrar que o Brasil não é mais dependente dos EUA, ele apoiou Mahmoud Ahmadinejad quando as eleições foram contestadas no Irã. Para mim, foi um erro terrível.
A seu ver, Lula deveria ter apoiado o outro lado?
Sim! Mir Hossein Mousavi, o candidato que foi roubado nas eleições, não era mais um liberal pró-ocidental oportunista. Na verdade, representava a verdadeira alternativa democrática: veio da revolução liderada por Khomeini [levante islamista que derrubou a monarquia no Irã em 1979].Mousavi estava no caminho dos levantes que começaram recentemente no Egito e na Tunísia, fenômenos nos quais tenho alguma esperança. Ninguém esperava isso: que exatamente nos países árabes tivéssemos movimentos democráticos emancipatórios desse tipo.

Por que países como a França e a Inglaterra ficaram tão reticentes quanto ao levante no Egito?
O discurso norte-americano e da Europa Ocidental foi sempre o seguinte: as intervenções nos paí¬ses árabes acontecem no sentido de evitar levantes fundamentalistas e estimular a liberdade, a luta pela democracia etc. Muito bem: é exatamente isso o que aconteceu no Egito, e eles não ficaram contentes, mudaram o discurso. Mas de fato há razões para que eles fiquem assustados.O que está acontecendo no Egito não é simples. Não se trata apenas de um "queremos ser uma democracia liberal". As pessoas no Egito estão lutando por algo diferente, por algo novo.
O importante é o que acontece no que chamo de "o dia seguinte", ou seja, como as reivindicações são institucionalizadas em uma nova ordem.
E como lê a situação da Líbia?
O episódio Gaddafi não traz nada de novo. É a repetição da fórmula que inclui intervenção militar, envio de ajuda humanitária etc. Ou seja, é um episódio que pode ser lido dentro da lógica da guerra ao terror americana. A Líbia não vive nada realmente novo, ao contrário do Egito.
O sr. estabelece uma relação direta entre capitalismo e bullying. Por que esse último se transformou numa espécie de paranoia mundial?
O paradoxo é o seguinte: de um lado, temos a permissividade capitalista, e do outro, uma sociedade mais regulada do que nunca. Ou seja, em princípio, não há regras rígidas a serem seguidas, mas, ao mesmo tempo, tudo o que você disser ou fizer pode ser apontado como ofensa ou ameaça.O cerne da questão trata do velho problema cristão de "amar o próximo". Cada vez mais, nosso próximo é percebido como ameaça em potencial. Isso tem ligação direta com a política do medo pós-11 de Setembro. Com a desculpa de proteger a população de possíveis novos atentados, os níveis de vigilância chegaram a patamares absurdos, liberdades foram cassadas e o clima de pânico, instaurado. A verdade é que, apesar de todo o discurso liberal, vivemos numa das sociedades mais controladas de todos os tempos.
Existe algo muito errado com essa subjetividade ultranarcisista que está surgindo desse cenário. Temos de falar de um exemplo muito importante: o ato sexual apaixonado está sendo abandonado. O último filme de "James Bond", por exemplo, "Quantum of Solace" (2008), é o primeiro da série em que não existe uma cena de sexo entre Bond e a "Bond girl". Em "O Código da Vinci" também não há sexo, embora o ato sexual exista nos romances que deram origem ao filme.A indústria do cinema sempre teve o papel de acrescentar sexo aos roteiros para torná-los mais atraentes. Então, em que espécie de mundo estamos quando Hollywood precisa retirar o sexo dos filmes? Estamos falando de uma economia de relações baseada no medo.

O sr. tem batido muito na tecla da "farsa ecológica" alimentada pela culpa das elites. Não existe de fato uma ameaça ecológica?
Existem problemas graves, é óbvio, mas as soluções para eles não estão nas "ecobags" ou noutra idiotice desse tipo. Entre as classes média e alta, é chique dizer que você é "consciente", que recicla lixo e se preocupa com o ambiente. Isso é imbecilidade, me desculpe.É praticamente uma superstição, algo que tira a sua culpa e faz você se sentir bem. Os ecologistas radicais são os maiores críticos desse tipo de ritual da elite, eles chamam isso de "lifestyle" ecologista e pesquisas provam que o impacto positivo desse tipo de atitude no cenário global é irrelevante.

Nos livros "Em Defesa..." e "A Visão em Paralaxe", o sr. aponta as favelas como foco potencial de ideias de organização revolucionárias. Não há também uma idealização dos favelados?
Sim, é claro. Não se trata de idealizar os pobres como vítimas boa¬zinhas. Meus amigos intelectuais do Rio queriam me levar num desses passeios turísticos pelas favelas cariocas, uma coisa horrível. O que penso é que nas favelas há a organização dos que foram ou ainda são excluídos pelo poder público. É claro, há o tráfico e as igrejas que suprem essa falta, mas isso pode mudar. As favelas não precisam de caridade, precisam de alianças.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Entrevista com Slavoj Žižek na Globonews

Marxistas, los preferidos de Lady Gaga

En medio de su ruptura con su novio Luc Carl, resultó sorpresiva la decisión de la cantante de pasar demasiado tiempo con el autor de El espinoso sujeto y Cómo leer a Lacan, mientras ella estaba de gira por el reino Unido y Estado Unidos esta primavera

Un rumor ha rondado a la diva del pop, Lady Gaga, en torno a un romance con el filósofo esloveno de 63 años de edad, Slavoj Žižek. 

El diario estadounidense New York Post, informó el pasado lunesque Gaga ha entablado una fuerte amistad con el crítico posmoderno del capitalismo global, quien es también amigo de Julian Assange. 

En medio de su ruptura con su novio Luc Carl, resultó sorpresiva la decisión de la cantante de pasar demasiado tiempo con el autor de El espinoso sujeto y Cómo leer a Lacan, mientras ella estaba de gira por el reino Unido y Estado Unidos esta primavera. 

Según las fuentes, la cantante de Judas y Žižek, han discutido largamente sobre el feminismo y la creatividad humana colectiva. 

Gaga también ha apoyado al filósofo esloveno, quien estuvo casado con la modelo argentina Analía Houni, en un mitin realizado el pasado marzo en Londres, cuando el sindicato de profesores, University and College Union (UCU), se encontraba en huelga. 

“Disculpen que los decepcione, pero todo esto es falso, lo único que compartí con ella, fue su apoyo para el golpe”, declaró el filósofo. 

El filósofo esloveno escribió en su blog un post titulado “El comunismo no conoce ningún monstruo”, en referencia a su apodo Madre Monstruo, en el cual llamó a Gaga una buena amiga. 

Al respecto de su excéntrico vestuario señaló que era “un constante recuerdo al imaginario opresivo del patriarcado del cuerpo femenino y la carne, de la animalidad y lo femenino”. 

Lady Gaga ha estrenado recientemente el video para su canción The edge of glory mientras que Žižek acaba de anunciar que dictará, este otoño, clases de alemán en la Universidad de New York , (NYU), donde la cantante estudió alguna vez y donde vive actualmente. 

Por otra parte, se rumora que la joven cantante estadounidense Ke$ha, de 25 años, acaba de iniciar un romance con Fredric Jameson, crítico literario y teórico marxista de 78 años de edad. 
“No podrían pensar que tenemos cosas de las que hablar. Hay mucho de qué hablar, es difícil no hablar de algo. ¡A él le encanta hablar!”, afirmó Ke$ha sobre su relación. 

La revista Vanity Fair informó el pasado lunes que hace tres semanas, en una fiesta en los Hamptons organizada por la actriz Ashley Tisdale, Ke$ha arribó en compañía del crítico posmoderno. 

“F es increíble, podría estar quejándome del director de mi video, y él solo pondría todo en perspectiva, así como, ‘El fin del ego burgués, o mónada, sin duda trae consigo el final de las psicopatologías de tal ego -lo que he estado llamando la disminución de los afectos. Pero significa el fin de mucho más-el final, por ejemplo, de estilo, en el sentido de lo único y personal, el final de la pincelada individual distintiva (simbolizado por la primacía emergente de la reproducción mecánica)’ o algo así, y tiene razón", declaró la cantante. 

Añadió que debido a que Jameson es profesor en Duke, la larga distancia complica su relación.

¿Lady Gaga de novia con un filósofo marxista?

La cantante de 25 años habría iniciado un romance con el académico Slavoj Zizek, de 62. Él lo niega, pero los rumores se multiplican.


La excéntrica Lady Gaga da que hablar todos los días. Con su más reciente trabajo “Born this way” en las bateas, ahora parece que comenzó una nueva relación amorosa. 

Según los rumores, la cantante habría dejado al DJ Luc Carl para iniciar un romance con el filósofo marxista Slavoj Zizek. 

Parece que para Lady Gaga, de 25 años, el amor no tiene edad y no le importa que Zizek tenga 62. 

Sin embargo, el filósofo negó los rumores en su blog personal al publicar: "El comunismo no conoce ningún monstruo" refiriéndose a "Mother Monster".

Lady Gaga y el filósofo marxista Slavoj Zizek

Lady Gaga y uno de los mayores exponentes del marxismo, Slavoj Zizek, nos sorprenden con la curiosa novedad de una relación amorosa.

Después de que la extravagante cantante terminara su relación de 2 años con Luc Carl, decidió en su última gira de primavera por el Reino Unido y los Estados Unidos, pasar bastante tiempo con el filósofo posmoderno de 62 años, y amigo de Julian Assange, Slavoj Zizek.

Las fuentes dicen que así como con la ex esposa de Zizek, la modelo argentina Analía Houni (como un imán de mujeres hermosas) con la cual discutía sobre el feminismo y la creatividad humana colectiva, la cantante de pop decidió apoyar a Zizek en un mitin en marzo en Londres, cuando el sindicato de profesores del UCU estaba en huelga.

En un blog reciente, ttitulado “El Comunismo No conoce Ningún Monstruo” (por su apodo “madre monstruo”) el marxista la define como “Mi buena Amiga”, y dice “hay un desplante de teoría en sus vestidos, videos,  e incluso en alguna de su música”, También dice que su vestido es “un consistente recuerdo al imaginario opresivo del patriarcado del cuerpo femenino y la carne, de la animalidad y lo femenino”.

Slavoj Zizek, quien se ha calificado como un “izquierdista radical”, va a ser profesor visitante de alemán en la Universidad de Nueva York  (NYU), donde la cantante estudió alguna vez, y donde reside actualmente.

Zizek declaró “disculpen que los decepcione, pero todo esto es falso, lo único que compartí con ella, fue su apoyo para el golpe”, refiriéndose al incidente en Londres.

Fuente: El Comercio

La enigmática relación entre Lady Gaga y el filósofo Slavoj Zizek

Esta semana, el New York Post vinculó a la princesa pop y al pensador marxista en un romance. Zizek, quien menosprecia el cotilleo, sorprendió al hablar sobre eso. La cantante, en cambio, eligió el silencio.

¿Qué sucede cuando dos personalidades influyentes y sumamente reconocidas en lo suyo pero diametralmente opuestas se encuentran? Lo más probable es que la conjunción no sólo no pase desapercibida, sino que también consiga arrojar chispas imposibles de ignorar. 

Esta semana, un rumor puso el acento en la colisión entre dos universos enfrentados: el de la parafernalia “popera”, industrializada y efectista de Lady Gaga, y el de la crítica marxista y lacaniana del filósofo esloveno Slavoj Zi?ek. La cantante y el pensador se habrían conocido hace algunos meses y, según versiones, fueron profundizando una extraña relación a la que algunos ya le pusieron el rótulo de “noviazgo” y que otros comprenden sencillamente como una alucinación mediática sin demasiados fundamentos. 

Bella y bestia. A mediados de marzo, los huelguista de la UCU –asociación que nuclea a académicos, investigadores y demás personal de las universidades británicas– hicieron una llamativa convocatoria. “Clase abierta con Zi?ek y Lady Gaga”, publicaron desde su espacio en Facebook. 

La noticia, claro, no tardó en esparcirse por blogs, páginas de Internet hechas por fanáticos de la diva y cuentas de Twitter. Después de todo, no es cosa de todos los días que un ícono del pop y un reconocido hombre de letras se unan para apoyar una causa en contra del deterioro de los salarios en el ámbito educativo. La cita se pautó para el martes 22 de marzo, cuando en una clase abierta ambas personalidades harían explícito su apoyo al reclamo. 

Casi en simultáneo, un blog publicó un artículo con la firma del filósofo que llevaba por título “El comunismo no conoce monstruos”, en obvia referencia al apodo con el que la cantante neoyorkina se hace conocer entre sus seguidores. “Este martes, Lady Gaga y yo estaremos en Birkbeck en respaldo a la huelga que lleva adelante la UCU”, comenzaba el relato, que luego se detenía en una serie de observaciones filosóficas sobre el mensaje que la estrella pop llevaba a las masas a través de las letras de sus canciones, el contenido de sus videos y hasta su estrafalaria vestimenta. 

De hecho, en un pasaje del texto hasta se detenía en el controvertido atuendo hecho con carne vacuna que la flamante diva lució durante los MTV Awards del año pasado, al que conectó con “el imaginario opresivo del patriarcado sobre el cuerpo de la mujer”. 

De alguna manera, Zi?ek parecía ensimismado en “justificar” la presencia de la cantante en la protesta universitaria haciendo pie en lo contestario de su mensaje. “Enfáticamente, Gaga dice ‘llamamos contrario a la naturaleza lo que llamamos contrario a la costumbre’ y ‘sólo aceptamos lo normal y eso nos hace ciegos a ver el prodigio de que no hemos visto nunca antes’. La mentira más grande del capitalismo es quizás su naturalización”, finalizaba el ensayo publicado en un blog dedicado a pensadores revolucionarios. 

Cara de póquer. Esta semana, el prestigioso New York Post se hizo eco de la estrecha relación que la cantante, de 25 años, y el filósofo, de 62, habrían forjado. “Lady Gaga ha trabado una fuerte amistad con el misterioso marxista Slavoj Zi?ek”, rezaba la nota, que contaba cómo ambos habían comenzado a pasar cada vez más tiempo juntos al punto de que él había aceptado la oferta de convertirse en profesor invitado de la Universidad de Nueva York a partir de septiembre para estar más cerca de su “nueva amiga”. 

Zi?ek, separado en 2009 de la ex modelo y periodista argentina Analía Hounie, dio su versión de los hechos al periódico en cuestión. “Lamento decepcionarlos, ¡pero es todo mentira! Lo único que comparto con ella es el apoyo a la huelga (de la UCU)”, aseguró. Gaga, en cambio, eligió llamarse a silencio, aunque se sabe que volvió recientemente a la soltería tras romper con su novio, el DJ Luc Carl. 

Pero hay más: según trascendió en las últimas horas, el filósofo también negó que el artículo publicado en marzo haya sido escrito por él. “No tengo nada que ver con ese blog”, aseveró. “Incidentalmente hay algunos sitios de Facebook (sic) que aseguran hablar en mi nombre, pero es todo falso. Nunca participé en ninguna de las mierdas de Twitter o Facebook”. 

A pesar de su poca afición por las redes sociales y su mirada crítica hacia el mundo capitalista, Zi?ek también fue noticia esta semana por una curiosa subasta por Internet que lo tenía como protagonista: el ofrecimiento de sentarse a almorzar con él y con su amigo personal Julian Assange –el controvertido fundador de WikiLeaks– en un distinguido restaurante londinense, el próximo sábado 2 de julio. A la fecha, se supo que el “mejor postor” ofertó 4.700 libras por el encuentro, y su nombre será revelado recién en los próximos días.

Fonte: http://www.diariopanorama.com/seccion/espectaculos_18/la-enigmatica-relacion-entre-lady-gaga-y-el-filosofo-slavoj-zizek_a_93977

Democracy Now!: WikiLeaks, Wimbledon e a guerra

No início de julho, a apresentadora e ativista americana Amy Goodman, que mantém o site Democracy Now!, mediou debate entre o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, e o filósofo esloveno Slavoj Žižek., no Reino Unido.

O primeiro sábado de julho foi um dia ensolarado em Londres. Os ingleses aproveitaram a ocasião para acompanhar o torneio de tênis em Wimbledon e a regata anual Henley. Enquanto isso, Julian Assange, o fundador do site WikiLeaks.org, partia de trem de sua prisão domiciliar em Norfolk, a três horas da capital, até o auditório Troxi de Londres, para juntar-se a mim e ao filósofo esloveno Slavoj Žižek numa conferência pública sobre o WikiLeaks, o poder da informação e a importância da transparência no sistema democrático.

Por Amy Goodman, no site Democracy Now!

O evento foi organizado pelo Frontline Club, uma organização fundada por correspondentes de guerra, em parte como homenagem a muitos companheiros mortos enquanto realizavam seu trabalho em frente à batalha. 

O co-fundador da Frontline Club, Vaughan Smith, olhou para o céu claro com uma inquietação incomum, e disse: “Os londrinos nunca vão a um evento em local fechado em um dia como este”. Apesar de anos de experiência trazendo informação exata do Afeganistão a Kosovo, neste caso, a avaliação de Smith estava equivocada.

Cerca de 1.800 pessoas assistiram ao evento. Uma prova do enorme impacto que o WikiLeaks vem provocando desde que começou a denunciar práticas de tortura e corrupção utilizadas para derrubar governos.

Assange está na Inglaterra à espera de uma audiência judicial que se realizará no dia 12 de julho, na qual tratará sua possível extradição à Suécia. A justiça sueca quer interrogá-lo sobre um suposto caso de abuso sexual. Embora não exista nenhuma acusação formal contra ele, Assange encontra-se em prisão domiciliar há mais de seis meses, leva um bracelete eletrônico e deve se apresentar diariamente na estação de polícia de Norfolk.

WikiLeaks foi oficialmente lançado em 2007 e tem por objetivo receber informação secreta filtrada por informantes, utilizando a tecnologia de ponta para proteger a identidade das fontes. A organização vem conseguindo um crescente reconhecimento mundial com a sucessiva publicação de grandes quantidades de documentos confidenciais dos Estados Unidos relacionados às guerras do Iraque e do Afeganistão, e milhares de telegramas das embaixadas dos Estados Unidos em todo o mundo.

Em relação às informações confidenciais dos dois conflitos bélicos, Assange disse que “proporcionaram uma imagem cotidiana da miséria da guerra: desde crianças assassinadas em blocos à margem das estradas até milhares de pessoas entregues à polícia iraquiana para ser torturadas, passando pelo que realmente significa o chamado ‘Apoio Aéreo’ (CAS, em sua sigla em inglês) e o método de combate militar moderno, tal como a vinculação disso com outras situações, a exemplo do vídeo que descobrimos sobre os homens que se rendem e são igualmente atacados”.

Os telegramas do Departamento de Estado estão sendo publicados pouco a pouco, gerando uma fonte permanente de vergonha para o governo dos Estados Unidos. Também inspira indignação e protestos a nível mundial, já que os documentos confidenciais revelam operações secretas e cínicas da diplomacia estadunidense. O “Cablegate”, como se chamou a maior revelação pública de documentos do Departamento de Estado na história dos Estados Unidos, foi uma das faíscas que incendiou a Primavera Árabe. Os tunisianos e iemenitas que viviam sob os regimes repressivos na Tunísia e Iêmen, por exemplo, sabiam que seus governos eram corruptos e cruéis. Mas ler os detalhes e ver até que ponto o governo dos Estados Unidos apóia estes ditadores ajudaram a iniciar a revolta.

Da mesma forma, milhares de telegramas relacionados ao Haiti e repercutidos pelo jornal independente Haiti Liberte e pela revista The Nation mostraram a ampla manipulação estadunidense na política e economia desse país. (O Democracy Now! foi mencionado em um dos documentos sobre o Haiti no qual se fazia referência a nossa abordagem a respeito daqueles que criticavam a atitude do governo Obama de negar os vistos já aprovados de 70 mil haitianos após o terremoto). Uma série de telegramas detalha as tentativas dos Estados Unidos de criar obstáculos para o envio de petróleo subsidiado da Venezuela a fim de proteger os interesses comerciais da Chevron e ExxonMobil. Outros telegramas mostram a pressão exercida pelos Estados Unidos para evitar um aumento do salário mínimo no Haiti a pedido das empresas de vestuário estadunidenses. Estamos falando do país mais pobre do Hemisfério Ocidental.

Em consequência do papel desempenhado como redator-chefe do WikiLeaks, Assange recebeu diveras ameaças e até mesmo ordens para que o assassinassem. O Vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, qualificou-o de “terrorista de alta tecnologia”, enquanto que Newt Gingrich afirmou que “Julian Assange está envolvido no terrorismo. Deveria ser tratado como um inimigo a ser combatido, e WikiLeaks deveria ser fechado de forma definitiva”.

De fato, as tentativas realizadas até este momento de acabar com o WikiLeaks fracassaram. Bank of America chegou a contratar várias empresas privadas de inteligência para coordenar um ataque contra a organização, que, segundo o que dizem, tem uma grande quantidade de documentos que revelam atividades potencialmente fraudulentas do banco. WikiLeaks também acaba de processar a MasterCard e o Visa, que deixaram de processar as doações realizadas com cartão de crédito através de sua web página.

O processo de extradição traz uma ameaça ainda maior para Assange: teme que a Suécia o mande logo em seguida para os Estados Unidos. Tendo em conta o tratamento recebido pelo soldado Bradley Manning, acusado de filtrar muitos documentos para o WikiLeaks, Assange possui motivos razoáveis para temer. Manning esteve em um confinamento solitário por quase um ano, em condições similares à tortura.

No evento em Londres, o apoio ao WikiLeaks foi impressionante. Mesmo assim Julian Assange não pode ficar para conversar com o público assim que acabou a conferência. Tinha apenas o tempo suficiente para voltar a Norfolk e retornar a sua prisão domiciliar. Independente do que acontecer com Assange, o WikiLeaks mudou o mundo para sempre. 

Fonte: Estratégia & Análise